FOTO: NADIELLI SATHLER
EM FUNÇÃO DO crime deste domingo, o subsecretário de Defesa Social, Daniel de Oliveira Malard, veio ao Vale do Aço, juntamente com o delegado chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de Minas Gerais (DHPP), Wagner Pinto
IPATINGA – Atendendo determinação expressa do governador
de Minas Gerais, Antonio Anastasia, o subsecretário de Defesa Social,
Daniel de Oliveira Malard, veio ao Vale do Aço nesta segunda-feira (15)
acompanhar as investigações do assassinato do jornalista Rodrigo Neto,
ocorrido no dia 8 de março, e do fotógrafo Walgney Carvalho, na noite do
último domingo (14). Ambos prestavam serviços ao jornal VALE DO AÇO, na
editoria policial, sendo que o último na condição de freelancer. EM FUNÇÃO DO crime deste domingo, o subsecretário de Defesa Social, Daniel de Oliveira Malard, veio ao Vale do Aço, juntamente com o delegado chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de Minas Gerais (DHPP), Wagner Pinto
“Aqui no Vale do Aço, estamos diante de uma situação peculiar, de difícil explicação. As corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Militar estão em Ipatinga, já que existe a suspeita de envolvimento de policiais nos crimes”, admitiu Malard, durante entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda, na sede do 12º Departamento Regional de Polícia Civil, no bairro Iguaçu, com a presença de um batalhão de repórteres.
JORNALISTAS EM PÂNICO
Questionado por jornalistas quanto ao clima de terror instalado entre os profissionais (Veja nota do Comitê Rodrigo Neto), Daniel aconselhou cuidados com a segurança pessoal, tais como são praxe em outras profissões de risco, citando juízes e policiais. Ele foi lembrado, nesse momento, de que jornalistas não dispõem de porte de armas para sua defesa, diferentemente do que ocorre com as outras categorias profissionais mencionadas. “Também peço a todos que mantenham a calma e, diante de alguma situação atípica na qual se sinta ameaçado, comuniquem imediatamente à polícia toda e qualquer circunstância suspeita com o máximo de detalhes possível”, acrescentou o subsecretário.
Ainda durante a coletiva, alguns jornalistas que atuam na região ponderaram o fato que, “tendo em vista as suspeitas de envolvimento de policiais nos crimes, não seria boa ideia recorrer à polícia diante de ameaças”. Dois profissionais da imprensa local ainda em atividade relataram ter recebido ameaças de morte.
MARCADO PARA MORRER
FOTO: NADIELLI SATHLER
EM FUNÇÃO DO crime deste domingo, o subsecretário de Defesa Social, Daniel de Oliveira Malard, veio ao Vale do Aço, juntamente com o delegado chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de Minas Gerais (DHPP), Wagner Pinto
Conforme uma colega de imprensa do jornal O TEMPO, de Belo
Horizonte, o presidente da comissão de Direitos Humanos da Assembleia
Legislativa de Minas Gerais, deputado Durval Ângelo (PT), relatou que
três dias após a execução do jornalista Rodrigo Neto ele teria recebido
telefonema anônimo denunciando que o fotógrafo Carvalho conhecia os
autores do crime, então estaria marcado para morrer. Segundo o
parlamentar, a informação foi levada a conhecimento da Polícia Civil, o
que não foi confirmado por Malard. EM FUNÇÃO DO crime deste domingo, o subsecretário de Defesa Social, Daniel de Oliveira Malard, veio ao Vale do Aço, juntamente com o delegado chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de Minas Gerais (DHPP), Wagner Pinto
Profissionais da imprensa local questionaram a suposta existência de uma lista de jornalistas da região que seriam os próximos a sofrerem atentados contra a vida. Daniel também alegou desconhecer a existência de tal lista. O jornalista Aguiar Jr., da TV Leste – afiliada Rede Record na região -, relatou que uma equipe de reportagem foi seguida por motociclista na manhã desta segunda-feira (15). O fato teria sido apresentado à Polícia Civil, que não acolheu a denúncia, orientando que a Polícia Militar fosse acionada.
Investigações sem
data para conclusão
O delegado chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil de Minas Gerais (DHPP), Wagner Pinto, também esteve em Ipatinga nesta segunda-feira, e avaliou que as investigações possam não ser concluídas dentro do prazo de 60 dias anunciado anteriormente pela própria polícia, já que a apuração de crimes teria dinâmica própria, o que tornaria impossível demarcar prazos.
A assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) encaminhou nota à imprensa, na qual afirma estar centralizando no DHPP a apuração da morte do fotógrafo Walgney Assis, do jornalista Rodrigo Neto e de todos os 14 inquéritos de homicídios ocorridos em períodos passados, no Vale do Aço, e que possivelmente guardam relação de autoria ou motivação. “Ou seja, a intenção é solucionar não só os casos recentes, mas não deixar em aberto nenhum outro caso que possa ter relação”, diz o documento.
Além de Wagner Pinto, a equipe é integrada por outros quatro delegados, dez investigadores e três escrivães que estão em Ipatinga desde a última semana realizando investigações e tomando outras providências, em conjunto com o Ministério Público local. “Houve grandes avanços nas investigações daqueles inquéritos, inclusive no caso do jornalista Rodrigo Neto”, pontua o delegado.
Fonte: Jornal Vale do Aço
Nenhum comentário:
Postar um comentário